Retrospectiva 2011/01

Novo blog, novo semestre, novos ares, esperança de algo novo pra ouvir. Não porque não tem música boa ultimamente (tem época que eu simplesmente passo todas as músicas do iPod enjoado de tudo que tem nele, com sede de som novo). Na realidade teve muita música boa. O primeiro semestre de 2011, que ainda desfruta de singles de grande sucesso do ano passado, foi marcado por grandes lançamentos, principalmente na música pop. Cada um dos maiores nomes do gênero, que domina o mainstream, resolveu participar da luta pelo  título de CD do ano, e quem saiu ganhando fomos nós. O resultado foi um primeiro semestre muito dançante e embalado por muita voz feminina: as divas do pop marcaram os primeiros 6 meses do ano, assim como vem fazendo há algum tempo…

Segue uma lista dos lançamentos mundiais de albuns que, pra mim, mais impactaram o cenário músical mainstream até agora no ano. No final, o CD alternativo mais relevante até agora que, embora não tenha alcançado posições Top 10 na Billboard, ou alguma lista do tipo, serviu de trilha sonora pra bons momentos.

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Adele – 21

Esse ano, não só o semestre que passou, é dela e ninguém tasca. Adele, a britânica melancólica de voz impressionantemente potente que dominou o mundo, manteve o albúm durante 23 semanas na lista dos mais vendidos e desfruta do título de um dos albuns mais vendidos da década, atingindo só nos Estados Unidos 2,75 milhões de cópias vendidas (1 milhão a mais que a segunda da lista, e seguinte artista da seleção do blog). Encabeçado por “Rolling In the Deep“, o CD ainda impressiona com “Set Fire to the Rain“, “Someone Like You” e outras. Aposta generalizada para o Grammy 2012.

Lady Gaga – Born This Way

Depois de três anos em escala crescente de sucesso e exposição na mídia Lady Gaga, a artista-conceito, lança seu terceiro, e mais conceitual, album de sua carreira. Com um ar muito mais sombrio e erguendo a bandeira do orgulho, seja a o que for, o CD obviamente foi superexposto na mídia no mundo todo, o que potencializou sua mensagem. Usando fórmulas já usadas pela própria artista, envolvendo-se em polêmicas e liderando inovações ao mesmo tempo que utiliza fórmulas tradicionais nas composições de canções pop, o album alcançou o sucesso invadindo as pistas de dança. “Born This Way“, “Judas“, “The Edge of Glory” e “You and I” são destaque.

Beyoncé – 4

Depois de um ano merecido de férias, Beyoncé, cansada da mesmisse nas rádios, que parece tocar sempre a mesma música eletropop, resolveu lançar um album que voltasse as atenções para a música orgânica, os instrumentos musicais e R&B tradicional que ouvia quando adolescente e a tornou o maior nome do estilo. Hoje chamada de Queen Bee, Beyoncé honrou suas pretensões: o CD inteiro remete às músicas dos anos 70 e 80, com uma sonoridade underground inspirada também na Africa. Em meio a tantos sintetizadores, loops e bate estacas, a Rainha do R&B traz em discussão a repentina e veloz dominação do eletrônico de forma até irônica: transformou de Pon de Replay, fenômeno do eletrônico underground de 2010, na música carro-chefe do CD, “Run the World“. A gravadora ficou com medo, mas logo relaxou depois dos resultados estrondosos da primeira semana. “Best Thing I Never Had“, “End of Time“, “1+1” e “Countdown” também dominaram meu iPod.

Britney Spears – Femme Fatale

Eternamente fadada a ser foco de discussão e sucesso instântaneo, Britney voltou as gôndolas com mais vontade agora com o seu sétimo album. Com uma estratégia de marketing pré-venda focada no seu primeiro clip “Hold it Against Me”, onde lançava pequenos trechos do vídeo durante o mês que antecedia seu lançamento, deixando a sua enorme fanbase ansiosa, a loira conseguiu as atenções para um CD que se pretendia quase que inteiramente ao eletropop e as pistas. No alto de uma carreira consolidada, mesmo depois de alguns deslizes, Britney pôde ainda escolher por usar do próximo “passo evolutivo” da música, o DubStep, para compor a sonoridade de suas músicas, trazendo para o mainstream. O que deu muito certo, por sinal. “Til The World Ends“, “I Wanna Go“, “Big Fat Bass” e “Gasoline” destacam-se.

Jennifer Lopez – Love?

O CD tem mais do que isso, mas resume seu sucesso ao maior hit do ano até agora: “On the Floor“. Jennifer Lopez, depois de muito tempo fora do mercado fonográfico e depois de dois filhos, resolveu fazer algo de diferente e voltar ao topo. Conseguiu. A parceria com o Pitbull, o que já indica muita esperteza, foi estrondoza e levanta qualquer festa que esteja começando a desanimar. O album mistura eletropop com latinidade, e apresenta muita coisa boa, como “I’m Into You“, “(What Is) Love?” e a composição de Lady GaGa “Hypnótico“.

Chris Brown – F.A.M.E

Ele reestabeleceu, sim, a carreira. É inegável. Depois da covardia com a Rihanna e a caótica tentativa de se reerguer, Chris Brown conseguiu voltar ao sucesso e reconquistou a todos. Bom… ele realmente tem talento: era o esperado. Forgive All My Enemies (Esqueça Todos Meus Inimigos) trás, desde “Yeah 3x“, eletropop pra fazer sucesso e levantar a galera na balada, a “Look at Me Now“, onde dá uma de rapper e se sai bem, e “She Ain’t You“, que usa sample do Rei Michael Jackson pra escrever R&B. Enquanto Justin Timberlake estiver fora do mercado fonográfico, o título de maior performer será disputado por ele e Ne-Yo. Ainda tem “Deuces” e “Beautiful People” pra sustentar o argumento.

Wiz Khalifa – Rolling Papers

Black and Yellow“!  Em meio a peixes grandes, Wiz Khalifa conseguiu o que há algum tempinho os grandes rappers não conseguiam: o primeiro lugar na Billboard. É impossível não ficar com essa música na cabeça e a vibe pro dia todo. Novos rappers surgem todos os dias, mas Wiz Khalifa se destaca entre a nova leva e, junto com Nicki Minaj e B.o.B, têm tudo pra se tornarem a nova geração do rap americano. “On My Level“, “Roll Up” e “When I’m Gone” tem menos arrogância que o normal no rap e um nível maior de filosofia, acreditem.

Metronomy – The English Riviera

Metronomy já começa alternativo pela capa: não tem o rosto de ninguém, nem nenhum tipo de letra/nome/frase. E isso na verdade engrandece o album. Inspirado nas baias e praias inglesas (mesmo eu achando q não deve ter sol por lá) as músicas ultrapassam o rótulo de que alternativo é estranho e sombrio, e animam. Impressionam. “The Bay” é minha preferida. “The Look” vem  recebendo bastante atenção da galera.

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