Retrospectiva 2011-02

Há 4 meses atras, quando eu iniciava o blog, e quando eu tinha mais tempo pra escrever, fiz uma lista com uma retrospectiva dos lançamentos do primeiro semestre de 2011 reunindo aqueles albuns que mais marcaram o começo do ano e se tornaram mais relevantes ao longo dele. Hoje, na volta do blog a ativa (finalmente) e no finalzinho do segundo semestre, volto a fazer a mesma lista, referente a estes últimos 6 meses!

Eu sempre gostei de fazer listas, e o final de ano sempre tem aquele gostinho de retrospectiva, então aí vamos nós: Esta aberta a lista da Retrospectiva 2011-2. A reunião de CD’s é, óbvio, sujeita a esquecimentos e subjetividade, ou seja, sintam-se a vontade para comentar as escolhas e indicar novos integrantes a lista, por favor!

A reunião se pretende bem eclética, democrática e não segue nenhuma ordem em especial nem gosto pessoal!

Experimentem! Divirtam-se!

Rihanna – Talk That Talk

Mesmo sem terminar a turnê e terminar de divulgar o trabalho do album Loud, Rihanna resolveu lançar seu sexto album em seis anos de carreira, gravando em meio a viagens e trabalhos. A correria e a pressa podiam ter influenciado negativamente o album mas ocorreu exatamente o contrário: o CD já tem o hit da cantora que mais permaneceu em #1 na Billboard, “We Found Love“, que bateu o maior hit da artista de Barbados, ” Umbrella”. Esperta, Rihanna continua apostando nas pistas, com parcerias como Calvin Harris e músicas prontas para pick ups como “Where Have You Been“, na sexualidade (“Birthday Cake” e “Cockiness“) e no island flavor que nasceu da sua terra natal (“You da One” e “Watch n Learn“). O CD, um dos mais coesos da carreira, mantém a sex symbol como a Rainha dos #1 e em desaque nos rádios.

Drake – Take Care

O primeiro rapper contratado da Young Money, o selo musical do Lil’Wayne, já tinha ganhado proporções estrondosas no mercado americano com “Best I Ever Had” e seu primeiro album Thank me Later. Esse ano, depois de muito tempo esperando, os fãs receberam Take Care com grande entusiasmo. O album, muito coeso e bem melódico, traz um rapper (que também canta) mais maduro. O CD, desde sua primeira música, insere o ouvinte em uma vibe e dimensão quase que transcendental, rendendo boas trilhas sonoras para reflexão. Take Care, com a Rihanna, Crew Love, com o The Weeknd, Marvin’s Room, Make Me Proudcom Nicki Minaj e HYFR com o Lil’ Wayne são alguns dos muitos sons que além de relaxar, te fazem pensar.

Taio Cruz – TY.O

Taio é mais um dos nomes britânicos que vêm dominando as paradas mundiais. Filho de mãe brasileira, seu nome está entre os primeiros artistas da terra da rainha que chegaram ao topo das listas americanas há alguns anos atras, junto com Leona Lewis, Jay Sean e a saudosa Amy Winehouse. O CD traz mais da fórmula de sucesso que encontrou com seu ultimo album, o Rockstarr. Assim como “Dynamite”, TY.O (que se lê assim como o primeiro nome do artista) traz quase que todas músicas com refrões com “Ô Ô Ôs” para unir multidões em um único grito. Com temática festeira e Troublemaker , suas faixas invadirão as pick ups dos Djs que querem levantar a galera. Vai dar uma festa? Coloque Hangover, World in our Hands e There she Goes na playlist.

Jay-Z & Kanye West – Watch the Throne

Tudo começou de uma grande amizade. Um vai ser padrinho do filho do outro até! Mas diga-se de passagem que unir o gênio-rapper mais relevante artísticamente no mercado e o maior nome do gênero musical em um album não é nada menos do que inteligente. Watch the Throne é exatamente o que o nome diz: ouvir a trono e a realeza do rap. O CD está entre 9 de 10 listas de melhores CDs do ano, o que não é pra menos. Com um tom dramático e inegavelmente épico, o album ainda conta com participações de Beyoncé, Frank Ocean e Otis Redding, além de usar com maestria samples de grandes clássicos da música negra. Niggas in Paris, Otis, No Church in the Wild e Lift Off são obrigatórias!

Banda UÓ – Me Emoldurei De Presente Pra Te Ter (EP)

Quem diria que o brega tomaria proporções mundiais? Repaginado, com estrutura eletropop e melodias conhecidas do público (o grupo produz paródias brasileiras de sucessos pop americanos) a Banda Uó chamou atenção não só da crítica brasileira mas de grandes artistas internacionais, como Kanye West e M.I.A. Com produções caseiras que deixam muitos artistas mainstreams do país desinteressantes, o grupo ganha pontos pela irreverência e pelo orgulho em ser brega. Shake de Amor foi o sucesso que ganhou o mundo, mas O Gosto Amargo do Perfume e Louca Paixão também se destacam. Tente ouvi-las e descobrir qual é a música parodiada.

Coldplay – Mylo Xyloto

Mylo Xyloto é só mais uma prova do quanto a banda, queridinha britânica do rock melódico, pretende cada vez mais atingir as grandes massas e está se aproximando do mainstream. A principal prova? Os sintetizadores que invadiram o CD e quase que ofuscam o piano característico de Chris Martin e companhia. E isso realmente não é uma crítica negativa: as músicas de reflexão, com letras tocantes, continuam a ser marca da banda, mas agora repaginadas e adaptadas às tendências de mercado. A banda ultimamente vem tecendo elogios a muitos artistas de outros gêneros, como Kanye West e Rihanna, a qual participa da música preferida do vocalista no CD, Princess of China. Every Teardrop Is a Waterfall é um hino, daqueles que só a banda consegue construir e fazer você se sentir bem em gritar em coro. Paradise é quase uma Umbrella do rock (pelas repetições), e Charlie Brown serve de boa trilha sonora pra viagens de carro!

Criolo – Nó na Orelha

Criolo foi, talvez, a maior revelação do mercado fonográfico do ano e, junto com Emicida, traz o rap brasileiro (em particular o paulistano) sob os holofotes outra vez! E quem pensa que ouvir seu CD encontrará somente rimas sobre sofriment e pobreza se engana: o album traz estas temáticas, mas ainda trata de amor em outros ritimos que beiram o samba, o reggae e até o bolero brega. Não existe Amor em SPganhou o prêmio de gravação do ano não só da MTV mas de alguns awards brasileiros, além de ter sido cantada por Caetano Veloso. “Subirudoistiozin” foi o primeiro single e “Bogotá” já mostra como o artista é eclético.

Florence + The Machine – Cerimonials

Florence é uma daquelas vozes angelicais paradoxalmente potentes que te fazem transcender a dimensões inexplicáveis. Não bastasse isso, combina-se aqui melodias que misturam o rock à harpas e métricas do R&B americano. A cantora é assumidamente fã do rap e do pop dos EUA e as influências podem ser percebidas no novo CD: repetições e rimas fáceis de decorar tornam o album ainda mais palatável que o anterior, sucesso de crítica e já um clássico do mundo indie. Cerimonials foi inspirado em obras de artes que Florence presenciou e admirou durante o processo de composição das letras e faz jus às influências: é mais uma criação da banda queridinha da crítica, chamada justamente de obra de arte. Shake it Out, Never Let me Go e Bedroom Hymns são pra ouvir e serem sentidas de olhos fechados.

David Guetta – Nothing But the Beat

O artista que alcançou e melhor administra o status de “Dj Estrela” do mercado lançou este ano o sucessor do sucesso massivo de One Love e, muito inteligente, utilizou ainda mais a fórmula de sucesso que o trouxe ao patamar que está: batidas eletrônicas eletrizantes aliadas a uma lista extensa de vozes do R&B, como Usher, Jennifer Hudson, Timbaland, Taio Cruz, Flo Rida, Jessie J e Nicki Minaj. A fórmula, que cada vez mais o afasta dos fãs clubbers xiitas mas o aproxima do mundo pop, garante sucessos estrondosos e multidões pulando ao som de “Where Them Girls At“, “Withou You“, “Little Bad Girl” e “Turn me On“.

Michel Teló – Michel na Balada

Nossa… Nossa…
É inegável o sucesso de Michel Teló e, particularmente, de Ai se eu te Pego, primeiro single do CD lançado em Julho. Essa não foi sua primeira música de sucesso, Fugidinha  ganhou o Brasil no final do ano passado, mas foi a que deu a ela audiência massiva e incansável (que beira o irritante) e proporções mundiais. A música conseguiu alcançar o pico nas paradas da Espanha e Portugal e Top 10 na Itália, além da dancinha virar comemoração de gol de jogadores famosos. Depois de 10 anos de carreira, o sanfoneiro (sim… e muito bom) virou estrela nacional e não pretende perder fama: o CD é repleto de refrões pegajosos e de duplo sentido, sucesso certo no país!

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